A 35ª edição da corrida Dez Milhas Garoto foi histórica. Recorde de participantes (20 mil inscrições), selo World Athletics Label Races e maioria feminina entre os corredores (51%). Nesse sentido, o bicampeonato de Nubia de Oliveira Silva neste domingo (27), no Espírito Santo, é emblemático. A atleta fez a torcida capixaba explodir de alegria ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. A atleta baiana fechou os 16.093 km entre Vitória e Vila Velha com o tempo de 59min39. No masculino, a vitória ficou com o queniano Nicolas Kiptoo Kosgei (48min15), que também ganhou pela segunda vez, repetindo o feito de 2024.
Nubia não apenas repetiu o resultado do ano passado, como parece ter revisitado o mesmo roteiro. Largou na frente e guardou forças para resistir aos ataques das africanas na reta final e vencer de forma apoteótica com um sprint. “Usei a mesma tática de 2025 e deu certo. Faltando cerca de 5km, a Kiya atacou, mas resisti e acelerei no final. Agradeço muito a Deus, minha equipe, patrocinadores, meu marido e familiares. Foi incrível sentir a emoção da torcida. Ouvir meu nome durante o percurso me impulsionou ainda mais. Estou muito feliz e espero voltar em 2027 para defender o título e buscar o tri”, afirmou a bicampeã, pouco depois de comemorar muito com os torcedores que estavam nas arquibancadas montadas na chegada.
Nubia de Oliveira cruzou a linha de chegada com 59min39, seguida muito de perto pela etíope Kiya Fiseha Shone, que fechou a prova em 59min41. Sua compatriota, Ayinalem Ketema, ficou com o terceiro lugar, com 59min44. Duas brasileiras completaram o pódio da categoria Elite Feminina: Jessica Ladeira Soares (59min57) e Carmem Silva Reges Pereira (1h01min14), quarta e quinta colocadas, respectivamente.
Entre os homens, a festa brasileira ficou para o segundo lugar com Giovani dos Santos. Com o tempo de 48min32, ele chegou atrás do queniano Nicolas Kiptoo Kosgei, que completou as dez milhas em 48min15. Assim como no feminino, mais dois atletas do Brasil chegaram em quarto e quinto lugares: João Marcos Carvalho da Silva Soares (49min24) e José Geraldo Ferreira Júnior (49min40). Vestus Cheboi Chemjor, do Quênia, ficou com o terceiro lugar, com 48min58.
“Saímos forte na subida da ponte e na descida soltamos na ‘banguela’. Confesso que estou muito cansado da viagem para a Dinamarca, mas feliz por ter me superado e pelo vice-campeonato. Pessoalmente, foi uma vitória. E não só por mim, mas pela torcida, por minha família, amigos, as pessoas que trabalham comigo e patrocinadores”, comentou o atleta, melhor brasileiro no Campeonato Mundial de Meia Maratona, disputado em Copenhagen.
O campeão Nicolas Kiptoo Kosgei também não escondeu a felicidade. “A prova é muito boa. Agradeço aos organizadores pela oportunidade de vir aqui novamente e correr a Dez Milhas Garoto. Eu gosto do percurso, gosto das pessoas, gosto da cidade. Vitória é muito boa. E gosto muito do Brasil. Espero poder voltar no ano que vem”, disse o atleta queniano.
Celebração ao estilo de vida saudável - A manhã ensolarada, com temperatura entre 22 e 25 graus, ganhou um colorido especial no percurso entre a Praia de Camburi, em Vitória, e a fábrica da Chocolates Garoto, em Vila Velha. Os milhares de corredoras e corredores fizeram da edição de 35 anos da Dez Milhas Garoto uma celebração ao estilo de vida saudável e transpiraram alegria a cada quilômetro, ou melhor, a cada milha.
É o que ressalta Priscilla Caselatto, gerente de Marketing da Garoto. “Somando a Garotada e a Cachorrida (provas para crianças, pets e tutores, disputada no sábado), recebemos mais de 24 mil participantes, sem contar os amigos, familiares e torcedores em geral. A prova deste ano superou todas as nossas expectativas. Foi lindo de ver e sentir a energia de todos. De quem correu e de quem torceu, especialmente pela Nubia, nossa bicampeã. Estou empolgada e já pensando na Dez Milhas Garoto 2027”.
Campeão olímpico - Entre os milhares de amadores estava o campeão olímpico Bruno Schmidt. “A prova é muito linda e corri melhor do que esperava, independentemente do tempo. A atmosfera é muito bacana, com um percurso motivador e a vibração do público. Consegui fazer o pit stop que eu havia planejado para abraçar meus filhos e tirar fotos. Confesso que foi difícil deixá-los e retomar a corrida, mas deu tudo certo. A Dez Milhas Garoto é contagiante e entendo por que é um sucesso e não para de crescer”, completou o medalha de ouro no vôlei de praia nos Jogos do Rio/2026, pai dos gêmeos Luiz Felipe e Luiz Miguel, de pouco mais de um ano, e que correu a tradicional prova capixaba pela segunda vez.
Cachorrida e Garotada – Na manhã do sábado (27), a Cachorrida e a Garotada abriram o final de semana esportivo do Espírito Santo. O Shopping Ilha Bela recebeu 1.000 duplas (tutor e pet) que fizeram uma grande fetsa na 5ª Cachorrida e 3.500 crianças e jovens disputaram a 23ª Garotada.
Resultados
Elite Feminina
1 - Nubia de Oliveira Silva - 59min39
2 - Kiya Fiseha Shone- 59min41
3 - Ayinalem Ketema - 59min44
4 - Jessica Ladeira Soares - 59min57
5 - Carmem Silva Reges Pereira - 1h01min14
Elite Masculina
1 - Nicolas Kiptoo Kosgei - 48min15
2 - Giovani dos Santos - 48min32
3 - Vestus Cheboi Chemjor - 48min58
4 - João Marcos Carvalho da Silva Soares - 49min24
5 - José Geraldo Ferreira Júnior - 49min40
Cadeirante
1 - Leonardo de Melo - 44min24
2 - Claudir Teixeira de Castro - 49min19
3 - Edicarlos Cerqueira dos Santos - 54min00
Capixaba Masculino
1 - Jonilson Pinto Prates - 52min21
2 - Marquézile Gabriel Piu - 53:56
3 - Jerônimo Santanna de Aguiar - 54min50
Capixaba Feminino
1 - Viviane Alves da Silva - 1h05min09
2 - Carolina Henrique Sardinha - 1h05min16
3 - Marina Passos Ramalhete - 1h05min30
Colaborador
1 - Fabiana Domiciano - 1h10min35
2 - Lioneide Souza dos Santos Vasconcelos - 1h14min22
3 - Cristiane Pereira dos Santos - 1h16min38
Colaboradora
1 - Diogão Gaino de Moraes - 59min25
2 - Merisvaldo Silva Santos - 1h01min19
3 - Olerivan dos Santos Oliveira - 1h03min11
Todos os campeões
1989 – Delmir Alves dos Santos (RJ),50min28s/ Nerci Freitas Costa (RJ),1h04min19s
1990 – Severino J. da Silva (SP),46min42s/ Sônia Márcia Rodrigues (MG),56min42s
1991 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 45min49s/ Silvana Pereira (SC), 53min06s
1992 – Delmir Alves dos Santos (RJ), 50min35s/ Viviany Anderson (MG), 1h0min48s
1993 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 47min45s/ Silvana Pereira (SC), 56min48s
1994 – Tomix Alves da Costa (MG) - 48min25s/ Silvana Pereira (SC), 57min35s
1995 – Adalberto B. Garcia (SP), 47min21s/ Viviany Anderson (MG), 56min24s
1996 – Delmir Alves dos Santos (SP), 48min04s/ Maria de L. da Silva (BA), 56min18s
1997 – Ronaldo da Costa (MG), 47min21s/ Risoneide Wanderley (SP), 56min43s
1998 – John M. Gwako (Quênia), 47min19s/ Márcia Narloch (RJ), 55min41s
1999 – John M. Gwako (Quênia), 47min23s/ Viviany Anderson Oliveira (MG), 55min41s
2000 – Joseph Waweru (Quênia), 47min24s/ Márcia Narloch (RJ), 55min52s
2002 – Marílson Gomes dos Santos (DF), 47min41s/ Márcia Narloch (RJ), 55min10s
2003 – Valdenor Pereira dos Santos (PI), 48 min 58 s/ Márcia Narloch (RJ), 56min01s
2004 – Marílson Gomes dos Santos (DF), 47min53s/ Márcia Narloch (RJ), 56min25s
2005 – Franck Caldeira (MG), 48min23s/ Márcia Narloch (RJ), 56min20s
2006 – Marílson Gomes dos Santos (DF),47min39s/ Lucélia Peres (MG), 55mim23s
2007 – Clodoaldo G da Silva (DF), 48min44s/ Edinalva Laureano da Silva (PB), 55min49s
2008 – Willian Gomes (MG), 48min39s/ Nancy Jepkosgei Kipron (Quênia), 56min24s
2009 – Franck Caldeira (MG), 47min58s/ Meseret Heilu (Etiópia), 56min05s
2010 – Marílson Gomes dos Santos (RJ), 47min45s/ Eunice Kirwa (Quênia), 55min11s
2011 – Kimutai Kiplimo (Quênia), 48min05s/ Eunice Jepkirui Kirwa(Quênia), 55min43s
2012 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min01s/ Rumokol Chepkanan(Quênia), 54min13s
2013 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min00s/ Nancy Kipron(Quênia), 55min16s
2014 – Leul Gerbresilase Aleme (Etiópia), 47min18s/ Delvine Meringor (Quênia), 57min08s
2015 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min42s/Delvine Meringor (Quênia), 54min50s
2016 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min29s/Consolata Cherotich (Quênia), 59min49s
2017 – Belete Tola (Etiópia), 48min14s/Esther Kakuri (Quênia), 57min40s
2018 – Wellington Bezerra da Silva (Brasil), 48min55s/Esther Kakuri (Quênia), 57min18s
2019 – Geofry Kipchumba (Quênia), 48min18s/Viola Chemos (Uganda), 59min39s
2022 – Giovani dos Santos (Brasil), 48min21/Mestawut Trunet (Etiópia), 56min45
2023 – Altobeli Santos da Silva (Brasil) - 50min24/Scholastica Jepkemboi (Quênia) - 58min24
2024 - Nicolas Kiptoo Kosgei (Quênia) - 46min32/Viola Jelagat Kosgei (Quênia) - 56min08
2025 – Mark Kiptoo (Uganda) – 46min54/Núbia de Oliveira Silva (Brasil) – 57min27
2026 – Nicolas Kiptoo Kosgei (Quênia) - 48min15/Nubia de Oliveira Silva (Brasil) - 59min39
Maiores vencedores
Marcia Narloch, com seis vitórias
Marilson Gomes dos Santos, com quatro.
Recordes da prova
Luís Antônio dos Santos (RJ) - 45min49s
Silvana Pereira (SC) - 53min06s
Sobre a Dez Milhas Garoto
Criada em 1989 para celebrar os 60 anos da Chocolates Garoto, a Dez Milhas Garoto chega à sua 35ª edição consolidada como a maior corrida do Espírito Santo e uma das provas mais tradicionais do calendário esportivo brasileiro. Em 2026, o evento registrou recorde histórico de inscrições, com 20 mil vagas esgotadas em apenas 14 horas, reforçando sua relevância entre corredores capixabas e atletas de todo o país.
Neste ano, a prova passa a contar com o selo da World Athletics, reconhecimento internacional que atesta a qualidade técnica e a relevância do evento no cenário esportivo global. Além da corrida principal, a programação inclui a Corrida Garotada, destinada a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, e a Cachorrida, que promove a prática esportiva entre tutores e seus pets.
Com mais de três décadas de história, a Dez Milhas Garoto promove saúde, bem-estar e qualidade de vida, além de impulsionar o turismo e a economia local, atraindo milhares de visitantes para o Espírito Santo. Em 2026, a edição contará ainda com uma premiação especial: um bônus de R$10 mil para o atleta que superar o recorde atual da prova. A organização é da Yescom, com a homologação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), da Federação Capixaba de Atletismo (Fecat) e certificação da World Athletics.
(Texto: Assessoria. Foto: EsporteVix/Garoto)

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