Meio-campista Martinelli valoriza chance na Seleção Brasileira



 O meio-campista Martinelli quer valorizar sua primeira convocação para a Seleção Brasileira e a oportunidade de trabalhar com o técnico Carlo Ancelotti. Em entrevista à CBF TV, ele explicou que deseja agarrar a oportunidade, pois sabe o quão foi difícil chegar à Amarelinha, e destacou que os atletas devem se sentir "privilegiados".

“Todo jogador quer vestir o escudo da Seleção. Só tenho que agradecer a Deus por essa oportunidade, pelo professor e por todo o staff. E a cada dia que passa aqui estou desfrutando ao máximo, vivendo intensamente, porque a gente sabe como é difícil estar aqui. Temos que nos sentir privilegiados e dar a nossa vida pela Seleção”, comemorou.

Ele foi selecionado para o lugar de João Pedro, atacante do Chelsea desconvocado por lesão. Contou que, após receber a notícia de que tinha sido chamado, conversou com o companheiro de Fluminense Thiago Silva, que jogou com Ancelotti no Milan e no PSG, para entender o dia a dia com o italiano.

“A gente sabe que o Mister é um treinador de alta bagagem, de títulos, de times. Quando recebi a ligação que infelizmente o João Pedro teve uma lesão e eu fui chamado, fiquei muito feliz. No outro dia, o Thiago (Silva), que trabalhou com ele no Milan, comentou comigo, me passou algumas coisas. Esse momento é muito importante na minha carreira e espero ajudar muito o Mister e todos nossos companheiros da Seleção”, disse. 

Antes de receber esta chance, seu nome era muito pedido por torcedores do Fluminense, que acompanharam sua evolução e trajetória vitoriosa. No Tricolor das Laranjeiras, conquistou os Campeonatos Carioca de 2022 e 2023, a Libertadores de 2023 e a Recopa de 2024.

“Fiquei feliz quando meu nome foi especulado. Quando eu fiquei sabendo que estava na lista larga, fiquei mais feliz ainda. Só de estar ali, era um motivo de muita alegria para mim. Quando eu passava na zona mista dos jogos, o pessoal comentava, mas eu tinha que estar focado no meu clube para que eu faça o meu melhor desempenho, para que eu possa chegar na Seleção e corresponder à altura”, afirmou.

O paulista de Presidente Prudente atua no clube do Rio de Janeiro desde 2017, quando iniciou nas categorias de base. Ao Fluminense, ele creditou boa parte de seu desenvolvimento pessoal e profissional.

“(O Fluminense) representa demais para mim. É o clube que me fez homem, que me fez jogador, que me deu essa oportunidade de mostrar o meu futebol, junto com todos meus companheiros, staff. Todo mundo me ajudou demais. Foi a porta de entrada para que eu pudesse mostrar meu futebol, meu valor, para que um dia eu pudesse chegar na Seleção. Tenho total gratidão pelo clube. E vou continuar sempre dando a vida pelo meu clube para que eu possa estar mais vezes aqui”, agradeceu.

Em sua chegada à Seleção, o camisa 20 é um dos nove estreantes, ao lado de Mauro Júnior, Otávio, Jair, Arthur Dias, Breno Bidon, Matheuzinho, Gabriel Bontempo e Pedro Morisco.

No primeiro amistoso desta Super Data FIFA, Martinelli não foi a campo no empate em 1 a 1 com a Austrália, na última sexta-feira (25), em Townsville. De olho no próximo duelo contra os australianos, na terça (29), e diante da Índia, no sábado (3), o meio-campista reforça que a Amarelinha encara as partidas com muita seriedade e com o objetivo de “evoluir a cada jogo”.

“A gente sabe que são jogos importantes para nós. É o início de uma trajetória, de uma caminhada. A gente está encarando esses jogos com muita seriedade. Tivemos o primeiro jogo contra a Austrália e agora vamos ter o segundo. É uma equipe que tem suas qualidades, que é forte fisicamente, estamos conversando para que a gente possa evoluir a cada jogo, sentir à vontade e se adaptando dentro do esquema que o Mister quer. É jogo a jogo, mostrar a nossa força, criar nossa identidade, para que a gente possa evoluir e seguir fortes”, concluiu. 

Outras respostas de Martinelli à CBF TV:

Novo ciclo da Seleção

“É um novo ciclo que está se iniciando, se criando. Teve bastante mudança da última convocação para essa, que tem vários estreantes. Acho que é importante, sim, para o Brasil. você vai criando bagagem, vai dando casca, porque estar aqui é muito diferente de jogar pelo clube. São jogos de muito alto nível, são os melhores do mundo de cada seleção. Acho que cada oportunidade é um passo para criar casca, mostrar seu futebol e se sentir à vontade, para que nesses quatro anos possa ser criado um grande time, para que a gente possa chegar forte na Copa.”

Amizade com novos companheiros

“O grupo tem bastante gente nova, conseguimos nos acolher bem e os treinos são muito bons, intensos. Estou me sentindo bem, vamos nos adaptando, criando uma amizade. O grupo está numa sintonia legal, acho que isso deixa todo mundo forte.”

Inspirações

“A Seleção sempre teve meio-campistas de alto nível. É difícil citar todo mundo, mas quem eu via na televisão eram Casemiro, que eu gostava muito, Fabinho, e um pouco mais antigo o Kléberson, que eu não peguei muito, mas via vídeos e o pessoal comenta que era um baita meio-campista. O próprio Fred, que agora acabou de voltar para o Brasil, era um cara que eu sempre gostei muito de ver jogando. O Brasil sempre foi repleto de craques e eu jamais esperava estar aqui hoje.” 

(Texto: CBF Oficial. Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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