Na Cidade Canção, Acre escolhe a Expoingá como modelo para transformar produção de mel em potência econômica



 A Expoingá 2026 se tornou, nesta quinta-feira (7), palco de uma importante conexão entre o Norte e o Sul do país. Uma comitiva formada por apicultores, meliponicultores e gestores públicos do Acre escolheu a feira de Maringá como ponto central de um intercâmbio técnico de oito dias pelo Paraná, em busca de conhecimento, inovação e estratégias para fortalecer a cadeia produtiva do mel no estado acreano.

Recebidos pelo presidente da Sociedade Rural de Maringá, Carlos Henrique Pinto, além de representantes do IDR-Paraná e da Federação Paranaense de Apicultores e Meliponicultores, os visitantes encontraram na Expoingá um ambiente ideal para conhecer de perto toda a estrutura que faz do Paraná uma referência nacional na produção e exportação de mel.

A programação começou com um ciclo de palestras voltado à integração entre produção agrícola, preservação ambiental e polinização. O engenheiro agrônomo Décio Luiz Gazzoni apresentou a palestra “Integração abelhas e soja, um processo ganha-ganha”, mostrando como a presença das abelhas pode aumentar a produtividade das lavouras e gerar benefícios tanto para os agricultores quanto para os apicultores. Na sequência, a engenheira agrônoma Ligia Jung conduziu a palestra “Onde a soja encontra as abelhas”, destacando experiências práticas e modelos sustentáveis em que agricultura e apicultura caminham juntas.

Além da troca de conhecimento técnico, a comitiva participou de uma visita guiada pela área de meliponicultura da feira, espaço que tem chamado a atenção do público pela proposta educativa e pela valorização das abelhas nativas sem ferrão. Durante o percurso, os participantes puderam conhecer diferentes modelos de colmeias, técnicas de manejo, organização de enxames e estratégias de comercialização que ajudam o Paraná a se destacar no cenário nacional.

“Para o produtor do Acre, estar na Expoingá é uma oportunidade de enxergar o futuro. Hoje eles possuem uma produção anual de cerca de 14 toneladas, enquanto aqui conseguem visualizar toda uma cadeia estruturada, com industrialização, tecnologia e mercado consolidado”, destacou Éder Frozza.

A presença da comitiva acreana reforça o papel da Expoingá como um espaço de difusão de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável. Mais do que uma vitrine do agronegócio, a feira se consolida como ponto de encontro entre produtores, pesquisadores e instituições que acreditam no potencial transformador do campo.

E para quem visita a feira, fica o convite: a área de meliponicultura, na Fazendinha da Expoingá, é uma experiência que une educação, sustentabilidade e curiosidade. Um espaço onde o público pode conhecer de perto o universo das abelhas, entender sua importância para a biodiversidade e descobrir como essa atividade vem ganhando força e movimentando o agronegócio paranaense. 

(Assessoria Expoingá)

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