“Não é só ensinar o alfabeto. É ensinar sobre a vida”, relata a educadora mais antiga da Prefeitura de Maringá



Há 36 anos na rede municipal de ensino, Solange Camurci Bevilaqua, 53 anos, é a professora ativa mais antiga da Prefeitura de Maringá. Os últimos 31 anos foram dedicados à Escola Municipal Dr. Luiz Gabriel Guimarães Sampaio, local que considera sua segunda casa. Das três décadas de dedicação às crianças do ensino infantil e fundamental, nove são como diretora da escola, função que cumpre atualmente.


De tantas histórias que presenciou ao longo da trajetória profissional, rever os alunos depois de anos é o que mais a comove. “Teve uma época bem difícil da minha vida em que precisei fazer uma cirurgia. Para minha grata surpresa, fui atendida por um médico que foi meu aluno. Fiquei muito emocionada quando soube. De alguma forma eu contribuí com a vida dele, assim como na história profissional e pessoal de outros alunos”, conta.

Quando questionada sobre o que significa ser professora, o silêncio emocionado e o suspiro para segurar as lágrimas falam mais que palavras. Mas, é preciso falar. “Ser professora é transmitir o seu conhecimento, dar de você. Não é só ensinar o alfabeto. É ensinar sobre a vida”, relata.

Assim como Solange, outros 5,9 mil servidores são responsáveis pela educação de aproximadamente 40 mil alunos da Prefeitura de Maringá que frequentam 118 unidades de ensino. Neste dia 15 de outubro, Dia do Professor, a Prefeitura agradece aos profissionais que se desafiam diariamente para transformar a sociedade, vidas e histórias. “Obrigada pela dedicação, comprometimento e profissionalismo. Vocês são transformadores”, comenta a secretária de Educação, Tania Periotto. 

O prefeito Ulisses Maia, que também deu aulas como professor colaborador da Universidade Estadual de Maringá, diz que tem orgulho de ter exercido a docência. “É uma satisfação muito grande apresentar esta informação em meu currículo. E em relação aos professores da nossa rede municipal, eles são fundamentais, pois têm grande responsabilidade na formação e no futuro das nossas crianças”.
(Foto: Aldemir de Moraes/PMM)

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