Brasileira alcança final no WTA 1000 de Miami



A paulistana Luisa Stefani, baseada na Saddlebrook Academy, na Flórida (EUA), e a norte-americana Hayley Carter, alcançaram, no fim da noite de sexta-feira (02), a maior final de suas carreiras ao atingirem a decisão do WTA 1000 de Miami, nos Estados Unidos, torneio sobre o piso duro com premiação de US$ 3,26 milhões. A dupla derrotou a canadense Gabriela Dabrowski e a mexicana Giulia Olmos, de virada, por 2/6 6/3 10/8 após 1h19min, na principal quadra desta edição do complexo do Hard Rock Stadium. O torneio de Miami é da série de eventos que só perdem em importância para os quatro Grand Slams.

Luisa e Hayley vão buscar o troféu na tarde do domingo (4), ainda sem horário definido, contra as japonesas Ena Shibahara e Shuko Ayoama, cabeças de chave 5. O retrospecto é favorável para as rivais que venceram três dos quatro jogos entre elas. A dupla de Luisa ganhou no US Open do ano passado, mas perdeu em Roland Garros em 2020, Abu Dhabi e no Australian Open em 2021.

"Super feliz com a vitória de hoje, baita jogo, super disputado, um jogo de gato e rato. Muito feliz de passar para a final, realmente especial, e agora, contra as japonesas, mais uma revanche. Estamos prontas e confiantes para que dessa vez a vitória caía para o nosso lado", analisou Luisa, que tem o patrocínio do Banco BRB e os apoios da Fila, CBT, HEAD, Saddlebrook Academy, Tennis Warehouse e Liga Tênis 10.

Oitava final, a mais importante - Luisa jogará sua oitava final na carreira. A sétima com Hayley, terceira somente na atual temporada. As duas foram campeãs em Tashkent, no Uzbequistão, no fim de 2019, e Lexington, nos EUA, em agosto de 2020. Foram vice-campeãs em Estrasburgo, na França, em 2020, e vices em Adelaide, na Austrália, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2021. Luisa fez ainda outra final no último torneio de 2020 com Dabrowski, em Ostrava, na República Tcheca.

A campanha vem rendendo frutos no ranking. Com a vaga na final, Luisa já garantiu o 26º lugar, a melhor posição de uma brasileira desde que o sistema da WTA foi inaugurado, em 1975. Caso conquiste o troféu, passará a ser a 24ª. No ranking de parcerias, ela e Carter já subiram ao quarto lugar, e se forem as campeãs serão a segunda melhor dupla de 2021. Este ranking classifica as oito melhores para o WTA Finals, em Shenzhen, na China, torneio de fim de temporada.

Carreira - Luisa Stefani, 23 anos, nascida em São Paulo (SP), mora em Tampa, na Flórida (EUA), treinando na Saddlebrook Academy. Cursou a universidade americana de Pepperdine, onde jogou o circuito universitário por alguns anos. Se destacou e optou por trancar a faculdade para disputar o circuito profissional integralmente a partir de meados de 2018. Ganhou destaque nas duplas e começou a colher resultados já em 2019, conquistando um título no WTA de Tashkent, no Uzbequistão, e o vice-campeonato em Seul, na Coréia do Sul, em outubro, com sua então nova parceria, a norte-americana Hayley Carter, terminando o ano perto das 70 melhores do mundo.

Em 2020, conquistou o WTA 125 de Newport Beach, na Califórnia e chegou às oitavas de final do Australian Open. Após a quarentena, comemorou o título do WTA de Lexington, nos Estados Unidos. Terminou o ano como a 33ª do mundo, primeira brasileira no top 40 em mais de três décadas. Começou 2021 com a final no WTA 500 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, alcançando o top 30 - a primeira brasileira desde 1976 - e chegou à segunda decisão em Adelaide. Há duas semanas, foi quadrifinalista do WTA 1000 de Dubai. Como juvenil, também foi destaque, conquistando vitórias em Wimbledon e se tornando Top 10.

(Assessoria)

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