UEM lança plataforma com projetos tecnológicos patenteados



 A Universidade Estadual de Maringá (UEM) lançou nesta quinta-feira (14) o Portfólio de Tecnologias – Edição 2021, que descreve detalhadamente as 42 cartas-patentes, concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para projetos idealizados na instituição. Dessas patentes, 31 foram obtidas entre 2018 e 2021.

Ao longo da história, a UEM também já conquistou 37 certificados de registro software e 10 certificados de registro de marca, emitidos pelo Inpi. Durante o evento, ocorreu ainda a entrega de outras 29 cartas-patentes e 13 certificados de registro de software dos últimos dois anos.

O superintendente estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destacou as potencialidades dos projetos e a expansão das atividades de pesquisa. “Os resultados confirmam a força e a pujança da pesquisa e da inovação produzida na universidade. O intuito é que essas ideias inovadoras se transformem em produtos para servir à sociedade”, afirmou.

Ele enfatizou a recomendação do governador Ratinho Júnior para que a produção acadêmica e científica seja licenciada, gerando riqueza e renda. “O principal objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população paranaense”, disse o superintendente.

Para o reitor da UEM, Julio Cesar Damasceno, investir em ciência, tecnologia e inovação é importante para assegurar a soberania e independência comercial. “Estamos observando um progresso nos cursos de pós-graduação, nas atividades de pesquisa e na interação da pesquisa com o ensino e a prestação de serviços para a comunidade”.

A versão impressa do Portfólio de Tecnologias foi executada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

HOMENAGEM – Na ocasião, a UEM homenageou os seguintes pesquisadores pela relevância científica e destaque internacional: Adelar Bracht, Angelo Antonio Agostinho, Carlos Alberto Scapim, Celso Vataru Nakamura, Clóves Cabreira Jobim, Jesuí Vergílio Visentainer, Lúcio Cardozo Filho, Mauro Luciano Baesso, Rosângela Bergamasco, e Sonia Silva Marcon.

PRESENÇAS – Além das autoridades acadêmicas, o evento contou com as presenças dos prefeitos de Maringá em exercício, Edson Ribeiro Scabora, e de Goioerê, Roberto dos Reis de Lima; e do diretor de Inovação de Maringá, Estanislau Cesar Rael dos Santos.

PARQUE CIENTÍFICO – Durante visita ao Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UEM, foram apresentadas as demandas para a instalação do Parque de Ciência e Inovação, que vai abrigar o Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa (Comcap), a Incubadora Tecnológica de Maringá e o Laboratório com Nível de Biossegurança 3 (NB3).

A finalidade é centralizar em uma estrutura ampla as ações de inovação, além de aumentar a oferta de espaço para empresas incubadas. No local, também será ampliado o Biotério da UEM – local de conservação de animais para experimentos científicos, principalmente roedores, rãs, coelhos e insetos.

Segundo o coordenador do NIT, professor Ivair Aparecido dos Santos, essa medida deve proporcionar melhorias no sistema de saúde do Noroeste paranaense. “Maringá é um centro regional de saúde, e com o novo Biotério será possível expandir as pesquisas científicas, tanto da UEM quanto de outras instituições de ensino superior”, salientou.

MULHERES – O superintendente Aldo Bona também conheceu as instalações do projeto Manna Team, que contempla alunas de escolas públicas dos ensinos Fundamental e Médio em atividades relacionadas às ciências da computação. A iniciativa é considerada o principal ecossistema de ensino, pesquisa, extensão e inovação em Internet das Coisas (IoT) e Robótica do Estado.

“Entre várias atividades, produzimos kits de microeletrônica para a capacitação de adolescentes e imprimimos próteses temporárias de antebraços em 3D, que são distribuídas para jovens que passaram por amputações”, explicou a coordenadora do projeto, professora Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, que também atua no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UEM.

O Manna Team deve ser contemplado com investimentos para a infraestrutura física e expansão das atividades, com recursos provenientes dos Brics – grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

(Fonte: AEN)

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