Atletas medalhistas olímpicos treinam forte chegarem 100% nos Jogos do Japão


Dois medalhistas de ouro do esporte olímpico brasileiro, o ginasta Arthur Zanetti,, e Thiago Braz, do salto com vara, participaram ontem (18)  de uma live (transmissão ao vivo) na conta oficial da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) no Instagram. Zanetti, ouro nas argolas na Olimpíada de Londres (Reino Unido), em 2012, e prata na Rio 2016 mora no Brasil. Já Thiago Braz, vive atualmente na Itália. Além da pandemia do novo coronavírus (covid-19) , a dupla precisou lidar com o impacto da doença na área esportiva, entre eles, o adiamento do Jogos de Tóquio (Japão) para o ano que vem.  "Desde outubro do ano passado, estava trabalhando com apenas um foco. A Olimpíada. Na primeira semana, me senti muito mal. E o meu avô faleceu também. Isso complicou ainda mais as coisas", revelou 

Zanetti também lembrou do período que antecedeu a pandemia. "A classificação olímpica também veio em outubro de 2019. É claro que o trabalho estava sendo total para Tóquio. Era dormir e acordar pensando nisso. A ideia era chegar em julho 100%. Mas acho que foi correto. Se os Jogos acontecessem neste ano, seriam prejudicados. Os resultados ficariam bem abaixo do esperado em todas modalidades. Muitos ginásios fechados, atletas sem treinar em todo mundo. Os Jogos não seriam os mesmos. E tem a questão da saúde de todos, que também  é prioritária", defende o ginasta.

Os treinos dos dois atletas também passaram por adaptação. "Aos poucos, fui migrando os meus objetivos. No início, o tráfego entre as cidades aqui na Itália foi ficando cada vez mais restrito. Depois, não consegui nem usar a pista. Trouxe alguns aparelhos aqui para casa. Mantive, da forma que deu, alguns exercícios aqui no quintal. Em meio à dificuldade, achei alguma coisa boa. Mas, há umas duas semanas, já voltamos ao CT. Com algumas restrições, os trabalhos vão voltando aos poucos ao normal", conta Braz. 

Já Zanetti revelou que ficou sabendo sobre a pandemia durante a Copa do Mundo de Ginástica Artística, no Azerbaijão. Ele retornou ao Brasil e procurou uma forma de manter os trabalhos dentro da própria casa. "No dia da minha final nas Argolas, eu recebi a notícia do cancelamento de todo torneio. O Chico Barreto, outro ginasta da Seleção, que me falou. Arrumei as malas e graças a Deus conseguimos voltar ao Brasil. Foi uma correria porque as fronteiras estavam todas sendo fechadas. Nas duas primeiras semanas não fizemos praticamente nada aqui no Brasil. Começamos, depois, a fazer uma live diária de treinos. E, aos poucos, fomos buscando uma adaptação. Já são quase três meses que estou treinando aqui em casa".

Thiago Braz (ouro em 2016)
Thiago Braz garantiu que, pelo trabalho que vinha sendo feito na época, sabia que estava em condições de ocupar um lugar no pódio. Otimismo que ficou ainda maior às vésperas da Rio 2016, depois de uma conversa com um dos fisioterapeutas da equipe. "Ele acabou falecendo logo depois dos Jogos. Era uma pessoa que me incentivava demais. Sempre falava sobre a importância da medalha para o país. Eu não tinha, naquela época, a visão de que uma conquista minha poderia mudar a vida de várias pessoas. Mas, a partir dali, comecei a focar ainda mais na medalha. A vontade ficou ainda maior. Mas também tentei não encarar muito como pressão. Peguei a parte boa daquilo. Sabia que poderia brigar pelo bronze ou pela prata, pelo que vinha apresentando. E, quando vi, eu estava ali brigando pelo ouro com o Renaud Lavillenie. Depois, só deixei rolar aquele momento. Tentei não pensar muito. Quando vi, passei e conquistei o ouro”.

Arthur Zanetti (Ouro em 2012)
Assim como Thiago Braz, o Arthur Zanetti também tinha uma esperança de conseguir uma medalha na estreia olímpica, nos Jogos de Londres (Reino Un/2012. "Nas competições anteriores aos Jogos, já vinha com notas boas. E, além disso, na Ginástica, quando começam as competições, existe um sorteio prévio do chaveamento para as próximas fases. O Marcos Goto (técnico) e eu acabamos "tirando" um dos elementos da minha apresentação para "fugir" dos primeiros lugares. Eu passei em quarto e "consegui" ser o último a se apresentar na final. Foi perfeito. Era bem isso que a gente queria. Para tirar um pouco da pressão e deixar o chinês Chen Yibing, campeão olímpico em 2008, abrir a final e, de certa forma, assumir mais a pressão do "favoritismo". Deu tudo certo. Fiz uma prova impecável. Só tive um errinho na chegada. E a nota demorou um pouco para sair. Foi muito nervosismo. Mas apareceu no placar aquele 15.900. Foi demais. Uma emoção muito grande. Foi sensacional".
(Agência Brasil)

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