Ricardinho diz que Denk Maringá Vôlei pode deixar a Cidade Canção

O Maringá Vôlei, time fundado pelo campeão olímpico Ricardo Bermudez Garcia, o Ricardinho, pode não permanecer em Maringá para a próxima temporada. A equipe, que disputa a séria A da Superliga pelo sétimo ano consecutivo carregando o título de maior torcida do Brasil, está à disposição para representar outros municípios do país que tenham interesse em investir no esporte.

“A decisão está tomada, abrimos a possibilidade de atuar em outras cidades do Brasil. Esgotamos todas as possibilidades depois de 7 longas temporadas de muita luta por apoio e patrocínio. Agradeço à torcida, que sempre esteve conosco e aos amigos que nos ajudaram nesse período. Mas, infelizmente, não vamos mais conseguir continuar na cidade sem apoio de empresários”, afirmou Ricardinho.

A Superliga é um dos maiores campeonatos de voleibol do mundo, que reúne 12 equipes disputando a série A no masculino. A contrapartida para os patrocinadores que apoiam esses times é a divulgação das marcas em rede nacional, por meio das transmissões em canais como Sportv, TV Cultura, Globo Esporte e TVN Sports, além de toda a repercussão de notícias divulgadas espontaneamente pela mídia nacional, em jornais, rádios, sites e tvs.

O time de Maringá enfrenta sérios problemas financeiros desde outubro de 2019, quando o patrocinador parou de arcar com os repasses mensais. As marcas que assinam o patrocínio da equipe fazem parte de uma única empresa que propôs o patrocínio desde que fosse com exclusividade.

Com o fim dos repasses, única fonte de renda do time, os salários dos atletas, equipe técnica e funcionários estão atrasados. Oito atletas já deixaram a equipe neste período e o levantador Ricardinho precisou abandonar a aposentadoria e voltar às quadras para garantir que o time não perca por WO e se mantenha até o final para não perder a vaga na competição.

O clube tem passado por problemas muito sérios, que expõem a vida de muitas pessoas. Não está conseguindo manter os salários, nem ao menos despesas como aluguel, condomínio, água, luz e alimentação para a equipe.

“Essa é a última tentativa para manter as atividades, de que algum estado ou município do país, qualquer lugar, de Norte a Sul, possa abraçar o projeto. Contamos com visionários empresários e municípios do Brasil, que queiram engrandecer e fortalecer suas marcas nacionalmente, levando entretenimento para a população e investindo no esporte de alto nível”, concluiu Ricardinho.

Comentários

+ lidas nos últimos 30 dias!

Consultor do Athletico esclarece decisão do TCE-PR

Atletas de seleção tentam parcerias para se manterem em forma

O primeiro jogo do Coritiba há 110 anos